Brasileiro é preso nos EUA por fazer cirurgias plásticas sem licença

Ernesto Matalon
Ernesto Matalon
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Adley da Silva era dono de uma clínica de estética na Flórida; procedimentos chegavam a custar quase R$ 125 mil e vítimas tiveram necrose

Um brasileiro de 51 anos, identificado como Adley da Silva, foi preso nos Estados Unidos por fazer cirurgias plásticas sem ter as licenças necessárias. Pelo menos quatro pacientes tiveram problemas sérios após terem feito os procedimentos. Ele era dono de uma clínica de estética em Port St. Lucie, na Flórida.

Segundo as investigações, Silva tinha licença para atuar somente como médico assistente, não podendo exercer a atividade de cirurgião. Ainda de acordo com a corporação, não havia nenhum cirurgião habilitado presente durante os procedimentos feitos na clínica do brasileiro.

A mulher de Silva, Kiomy Quintiana, 41, também foi presa. De acordo com as investigações, Kiomy, que também não possui licença médica, também realizou procedimentos na clínica e atendeu alguns dos pacientes que apresentaram complicações após passar pelas cirurgias.

Outros dois funcionários da clínica foram presos pela polícia: a técnica cirúrgica Dianne Linda Millan, 52 anos, e o anestesista Fermal Lee Simpson, 74, que, conforme as investigações, “participaram das cirurgias malfeitas sabendo que não havia nenhum cirurgião licenciado no local”. Um outro funcionário está foragido.

A polícia de Port. St. Lucie informa que recebeu as primeiras denúncias contra a clínica, chamada Cosmetica Plastic Surgery, em maio de 2022. O estabelecimento teria encerrado as atividades no ano passado.

Procedimentos chegavam a custar quase R$ 125 mil
Segundo as investigações, os preços cobrados pelos procedimentos na clínica variavam entre 6.800 e 22,9 mil dólares, o que, na cotação atual da moeda norte-americana, equivale a uma faixa de R$ 37 mil a R$ 124,8 mil.

A polícia afirma que a clínica vendia procedimentos como “levantamento de bumbum brasileiro”, “lipoaspiração 360”, e aumento de seios.

As cirurgias que apresentaram problemas e foram objeto da investigação ocorreram entre 2021 e 2022. De acordo com as investigações, as pacientes chegaram a ter necrose após passarem pelos procedimentos.

“Meu objetivo é sempre oferecer a mais recente técnica/tecnologia e resultados naturais fenomenais para cada paciente”, diz o perfil do brasileiro em uma rede social.

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