Comer para viver melhor: como a alimentação pode controlar os sintomas da esclerose múltipla

Maxim Smirnov
Maxim Smirnov
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Dayse Ketren Souza

A alimentação desempenha um papel fundamental no bem-estar de pessoas com esclerose múltipla (EM), como informa a Dra. Dayse Ketren Souza. Embora não haja uma dieta específica para curar a doença, certos alimentos podem ajudar a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O controle da alimentação, aliado a tratamentos médicos, pode ser uma estratégia importante para reduzir a inflamação, a fadiga e até mesmo melhorar a função cognitiva. 

A seguir, vamos explorar como a nutrição pode impactar a gestão dos sintomas da esclerose múltipla.

Quais alimentos são benéficos para quem tem esclerose múltipla?

A dieta mediterrânea, rica em ácidos graxos ômega-3, pode ser um grande aliado para quem tem esclerose múltipla. Alimentos como peixes gordurosos (salmão, sardinha), nozes e sementes de linhaça ajudam a reduzir a inflamação no corpo. Além disso, vegetais de folhas verdes escuras, como espinafre e couve, são ricos em antioxidantes, que protegem as células do sistema nervoso. Incluir esses alimentos pode melhorar o bem-estar geral e combater o estresse oxidativo, que agrava os sintomas da EM.

Outro grupo alimentar importante são as frutas, especialmente as ricas em vitamina C, como laranjas, morangos e kiwis. Dayse Ketren Souza explica que esses alimentos têm propriedades anti-inflamatórias e podem fortalecer o sistema imunológico. A vitamina D também se destaca, pois baixos níveis desse nutriente estão associados a um aumento do risco de surtos. E, por fim, fontes de vitamina D incluem peixes gordurosos, ovos e alimentos fortificados, como leite e cereais.

Como a dieta pode influenciar a inflamação no corpo?

A esclerose múltipla é uma doença autoimune caracterizada pela inflamação no sistema nervoso central. A alimentação pode ajudar a moderar essa resposta inflamatória. Por exemplo, alimentos ricos em ácidos graxos ômega-3, como salmão e sementes de chia, podem ajudar a reduzir os níveis de inflamação no corpo. Além do mais, evitar alimentos processados e ricos em gordura saturada, como frituras e carnes vermelhas, pode contribuir para a diminuição dos marcadores inflamatórios, favorecendo o controle da doença.

Dayse Ketren Souza
Dayse Ketren Souza

O consumo de alimentos anti-inflamatórios, como cúrcuma e gengibre, também pode ser benéfico. Segundo Dayse Ketren Souza, esses ingredientes naturais possuem compostos que combatem a inflamação e têm sido associados a um alívio de sintomas em diversas condições inflamatórias. Portanto, incorporar esses alimentos na dieta pode ser uma estratégia adicional para aliviar a dor e a rigidez muscular, comuns entre os pacientes com EM.

Existe alguma relação entre nutrição e fadiga em pacientes com esclerose múltipla?

A fadiga é um dos sintomas mais debilitantes da esclerose múltipla, e a alimentação pode influenciar diretamente sua intensidade. Alimentos com baixo índice glicêmico, como grãos integrais, legumes e vegetais, ajudam a manter níveis estáveis de energia ao longo do dia, evitando picos e quedas de glicose. Isso pode reduzir a sensação de cansaço, pois o corpo recebe uma liberação constante de energia. Incluir essas opções alimentares na dieta pode ser uma boa estratégia para combater a fadiga crônica associada à EM.

Além disso, a Dra. Dayse Ketren Souza destaca que uma alimentação balanceada, com a inclusão de proteínas magras e carboidratos complexos, pode melhorar a resistência física e mental. Evitar o consumo excessivo de açúcares refinados e cafeína também é recomendado, pois esses alimentos podem causar flutuações de energia e piorar a fadiga. Dessa forma, uma alimentação equilibrada pode contribuir para um controle mais eficaz da fadiga, promovendo maior disposição e qualidade de vida.

A nutrição como aliada no controle da esclerose múltipla

Em resumo, a alimentação tem um grande impacto no controle dos sintomas da esclerose múltipla. Por isso, a Dra. Dayse Ketren Souza reforça que ao incluir alimentos anti-inflamatórios, antioxidantes e nutrientes essenciais, como vitamina D e ômega-3, os pacientes podem melhorar a inflamação, reduzir a fadiga e aumentar o bem-estar. Embora a dieta não substitua os tratamentos médicos, ela é uma importante aliada no manejo da doença, oferecendo suporte adicional para quem convive com a condição. 

Autor: Maxim Smirnov

Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital 

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