Forças de segurança apreendem 4,5 toneladas de skunk, armas e lancha blindada no Amazonas

Redação Jornal da Polícia
Redação Jornal da Polícia
5 Min de leitura

Uma operação integrada das forças de segurança apreendeu aproximadamente 4,5 toneladas de skunk, cinco armas de uso restrito, 5,8 mil munições, 45 carregadores, seis motores de popa e uma lancha blindada em Codajás, no interior do Amazonas. A ação ocorreu em 5 de setembro de 2026 e foi divulgada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública três dias depois.

De acordo com a pasta, o material apreendido foi estimado em cerca de R$ 93 milhões. A ocorrência é investigada como parte de uma estrutura logística utilizada para o transporte de drogas e armamentos por rotas fluviais da região amazônica. Até a divulgação das informações, os suspeitos não haviam sido localizados.

Operação foi baseada em informações de inteligência

A ação teve como ponto de partida informações de inteligência sobre uma embarcação que seria usada no transporte de entorpecentes e armas. Participaram da operação o Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar do Amazonas, o Departamento de Investigação sobre Narcóticos, o Departamento de Repressão ao Crime Organizado e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas.

A operação também contou com a Diretoria de Operações Antidrogas da Polícia Nacional do Peru. A participação de uma força estrangeira está relacionada ao caráter regional das rotas investigadas, que atravessam áreas de circulação fluvial próximas às fronteiras amazônicas. A fonte oficial não informou a identidade dos suspeitos nem apontou, até o momento, a qual grupo criminoso o material estaria ligado.

Segundo o relato divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, houve troca de tiros durante a aproximação das equipes. Os suspeitos fugiram em direção à mata, enquanto os agentes prosseguiram com as buscas na área. Parte do armamento foi encontrada posteriormente em um igarapé, além da droga, das munições e da embarcação.

Armas e embarcação estavam entre os itens apreendidos

Entre as armas localizadas estavam três fuzis AK-47 e duas metralhadoras M60, todas classificadas como armamento de uso restrito. Também foram recolhidos 45 carregadores e cerca de 5,8 mil munições. A quantidade e o tipo de equipamento encontrados chamaram a atenção das equipes responsáveis pela ação.

A lancha blindada apreendida estava acompanhada de seis motores de popa de 250 HP. A presença de uma embarcação com proteção reforçada e motores de alta potência é investigada no contexto da logística utilizada para deslocar cargas e armamentos pelos rios da região. A divulgação oficial, no entanto, não detalhou a origem do barco nem o destino que a carga teria.

Codajás está localizado no interior do Amazonas, em uma área marcada pela presença de rios, igarapés e comunidades acessíveis principalmente por vias fluviais. Nesse cenário, embarcações têm papel central no deslocamento de pessoas e cargas, o que também impõe desafios às ações de fiscalização e às operações contra o tráfico de drogas e armas.

Investigações continuam no Amazonas

Após a apreensão, as forças de segurança passaram a trabalhar na identificação dos responsáveis pelo material e na apuração de possíveis integrantes da estrutura de transporte. A investigação também deverá buscar informações sobre a origem da droga, a procedência das armas e a eventual conexão da carga com outras ocorrências na região.

O caso reforça a atuação conjunta entre órgãos estaduais e estruturas de cooperação nacional e internacional no combate ao crime organizado na Amazônia. A operação em Codajás teve foco específico em uma rota fluvial e se diferenciou de ações de alcance nacional por concentrar a apreensão em uma embarcação, no entorpecente e no armamento localizado durante as buscas.

Até a publicação da informação oficial, não havia confirmação sobre prisões decorrentes da operação. Novos detalhes poderão ser divulgados conforme o avanço das investigações e a identificação dos envolvidos.

Fonte

As informações foram divulgadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Compartilhe este artigo