A Operação Força Integrada IV mobilizou forças de segurança em 19 estados brasileiros nesta quarta-feira (16) de setembro de 2026. Coordenada pela Polícia Federal, a ação reuniu as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) em uma ofensiva nacional contra estruturas ligadas ao tráfico de drogas e armas, à lavagem de dinheiro, a homicídios, extorsões e organizações criminosas violentas.
De acordo com o balanço divulgado pela Polícia Federal, foram cumpridos 173 mandados de busca e apreensão. A operação também resultou no cumprimento de 93 mandados de prisão e em 44 prisões em flagrante, conforme a discriminação apresentada na parte final do comunicado oficial.
A publicação da Polícia Federal faz referência a 106 prisões no título e na abertura. No entanto, o detalhamento final do balanço separa as ocorrências entre 93 mandados de prisão cumpridos e 44 flagrantes. Para evitar ambiguidade, os números discriminados no comunicado são utilizados como base principal desta reportagem.
Medidas patrimoniais superam R$ 508 milhões
Além das prisões e das buscas, a operação adotou medidas para atingir o patrimônio e a capacidade financeira das organizações investigadas. As decisões judiciais determinaram constrições patrimoniais superiores a R$ 508,3 milhões, incluindo o sequestro de 29 imóveis e a apreensão de 18 veículos.
Durante o cumprimento das medidas, as equipes também apreenderam sete armas de fogo, 49 munições, aproximadamente 11 quilos de cocaína e derivados, 90 quilos de maconha e derivados e R$ 171,8 mil em espécie. Os dados integram o balanço nacional divulgado pela Polícia Federal no mesmo dia da deflagração.
A descapitalização é uma das frentes utilizadas pelas forças de segurança para enfraquecer grupos criminosos. Ao lado da identificação de suspeitos e da apreensão de drogas e armas, o bloqueio de bens busca interromper recursos destinados à logística, à distribuição de entorpecentes e à manutenção das atividades ilegais.
Integração entre forças de segurança
A Operação Força Integrada IV contou com a participação de polícias civis, polícias militares e polícias penais, além de guardas municipais, da Polícia Rodoviária Federal, da Secretaria Nacional de Políticas Penais e de secretarias estaduais de Segurança Pública.
A atuação foi organizada por meio de 20 bases das FICCOs distribuídas por 19 estados. As forças integradas reúnem órgãos de diferentes níveis de governo para compartilhar informações, apoiar investigações e executar medidas judiciais relacionadas ao crime organizado.
A Polícia Federal mantém uma página temática sobre as FICCOs, estruturas voltadas à cooperação entre instituições de segurança pública e ao enfrentamento de organizações criminosas em diferentes regiões do país.
Frentes específicas na Bahia e no Tocantins
Entre as ações realizadas durante a mobilização nacional está a Operação Eirene II, na Bahia. Naquele estado, foram cumpridos 57 mandados de busca e apreensão e 45 mandados de prisão. As medidas também incluíram constrição patrimonial superior a R$ 12 milhões.
No Tocantins, a Operação Rota Araguaia II determinou o bloqueio de até R$ 412,5 milhões. Segundo as informações divulgadas pela Polícia Federal, a medida está relacionada a um núcleo logístico e financeiro ligado ao tráfico transnacional de drogas.
As frentes estaduais tiveram alvos e medidas próprias, mas foram executadas dentro da Operação Força Integrada IV. A estratégia permitiu concentrar, em uma mesma mobilização, investigações relacionadas a diferentes modalidades de atuação criminosa e a estruturas financeiras distribuídas por mais de uma unidade da Federação.
A operação foi deflagrada e teve seu balanço divulgado em 16 de setembro de 2026. Até a publicação desta matéria, as informações oficiais disponíveis eram as apresentadas pela Polícia Federal no comunicado sobre a ação.