Luís Castro critica presença da polícia em campo e pede controle emocional ao Botafogo

Ernesto Matalon
Ernesto Matalon
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O técnico Luís Castro explicitou sua bronca com as situações que aconteceram durante a derrota do Botafogo para o Flamengo, por 1 a 0, neste sábado (25). Em entrevista coletiva após a partida realizada no Mané Garrincha, o comandante alvinegro direcionou suas críticas para o fato de policiais terem entrado em campo com o intuito de protegerem o árbitro da partida.

O treinador não mediu palavras sobre o assunto. Segundo o técnico, ele foi empurrado pelos policiais.

  • Agora faço eu a pergunta. Assistimos a jogos em todos os continentes, e há polícia em campo? Me respondam. O (jogo) Flamengo e Botafogo estava sendo visto na Europa, e que imagem estamos vendendo? Polícia de Choque em campo? Eu não cheguei para mudar nada, só para fazer meu trabalho. Mas como um técnico é empurrado pelos bastões da polícia para não falar com o árbitro? Eu sou assassino? Vou roubar o árbitro? Vou agredir? Mesmo que eu vá insultar, há a justiça esportiva para isso. Não é espaço para a polícia! É uma vergonha o que aconteceu hoje – destacou o técnico, que em seguida voltou suas críticas para a CBF.
  • A CBF não deveria permitir polícia em campo. Passa a imagem de que somos selvagens e não somos. Todos os jogadores meus que chamarem o árbitro de filho da… devem ser expulsos, e os do Flamengo também. Eu assumo a culpa da derrota, sou o líder. Mas todos os agentes do jogo precisam assumir a responsabilidade. O estado do campo é outra coisa, tem que ser cuidado – disse.

O comandante também contestou falta de critério da arbitragem em relação às duas equipes.

  • Estão três equipes em campo. Normalmente os jogos entre Flamengo e Botafogo e os outros clássicos no Brasil são muito emocionais. A terceira equipe, a de arbitragem, é para colocar calma no jogo e obrigar os jogadores a se comportarem e termos 11 jogadores de cada lado até o fim. Não sei se recordam, mas no início do jogo um lance retratou o que poderia acontecer na partida: o árbitro a fugir na frente dos jogadores do Flamengo. Achei estranho, acho que mostrou que estava um pouco fora do que é o papel do árbitro. Por que não fugiu da frente do Tiquinho? Se fugiu uma vez, tem que fugir de todas – disse.

Luís Castro exigiu que os botafoguenses também reflitam sobre a conduta da equipe. Mais uma vez, os alvinegros tiveram expulsões em série em campo: Joel Carli, Tiquinho Soares e Marçal.

  • Nós também precisamos fazer nossa reflexão, porque não podemos em dois jogos terminar com nove. O lado emocional precisa ser avaliado. Confesso que é surpresa para mim, normalmente terminávamos com 11 – afirmou.

O treinador também criticou a maneira como o Alvinegro não aproveitou suas chances no clássico.

  • Respeito a opinião de que o Botafogo não fez uma boa partida. Normalmente a equipe que perde, a opinião pública diz que não foi bem. Temos que aceitar. Também acho que poderíamos ter ido melhor. O que tínhamos que ter feito era ter concretizado em gol as chances que tivemos. E não sofrer um gol em um erro nosso. O jogo teria sido totalmente diferente – disse.

Os alvinegros voltam a campo quinta-feira (2), contra o Sergipe, às 20h, no Batistão, pela Copa do Brasil.

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